O cherne ao poder

Nunca exigi a saída de Miguel Relvas do governo liderado pelo seu compagnon de route Passos Coelho, nem alguma vez me opus a que Dias Loureiro conservasse o cargo de conselheiro de Estado do seu amigo Cavaco.

durao-barroso-batoteiro-irlanda%5B1%5D.jpgPela mesma razão que me leva agora a não apoiar a exigência dos Franceses, ainda a digerir a derrota no Europeu, no sentido de que Durão Barroso reconsidere a aceitação do cargo de cherneman do Goldman Sachs International.

Acho que um relvas num governo passista é natural e fica bem; assim como ter em evidência, no Conselho de Estado, um diasloureiro escolhido a dedo pelo próprio presidente, ajudou a compreender quem é verdadeiramente o político que sempre se escondeu por detrás das meias-palavras e dos seus tabus particulares.

Da mesma forma, um cherne que passa directamente da presidência da Comissão Europeia para um dos principais cadeirões do banco mais influente do sistema financeiro demonstra, sem margem para dúvidas, quais os interesses que hoje servem as instituições europeias. Estará como um peixe na água, dir-se-á muito apropriadamente.

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