Cheio de razão

E nem sempre estou de acordo com o que escreve Daniel Oliveira.

O Reino Unido não sai porque as doenças da União perturbem mais a sua vida do que a de outros. Pelo contrário, os britânicos já estavam com o corpo quase todo de fora. O Reino Unido sai porque pode. E numa União onde só sobra o medo como discurso, cheira-me que é apenas o primeiro. Bruxelas não vai aprender. A Europa vai olhar para os sintomas, fechar fronteiras, enxotar refugiados. Reforçará o egoísmo das nações mais fortes e dos mais fortes nas nações e o medo das nações mais fracas e dos mais fracos nas nações. E continuará a ignorar a razão da sua falência: deixou de querer garantir mais direitos, mais democracia e mais prosperidade. Sem isto, resta um mercado aberto sem proteção social, a receita perfeita para uma catástrofe política. Não foram só os mais velhos que votaram no Brexit. Foram os mais pobres. Foram os mais vulneráveis. Porque será? O medo dos imigrantes é só a reação primária. A saída do Reino Unido terá, para União Europeia, o efeito psicológico da queda do muro. Quebrou-se o tabu. A questão é saber quem liderará este processo. Se continuarmos a deixar que seja a extrema-direita, estamos feitos.

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