O negócio dos exames em crise

Porque os exames, para lá de toda a retórica examocrata, também se traduzem nisto: treinos específicos para as provas em centros de explicações e manuais e livros auxiliares destinados à preparação dos exames. Tudo isto para quem pode pagar, claro.

Os exames do 4.º e do 6.º ano foram uma oportunidade de negócio para os centros de explicações, que viram o número de clientes aumentar nestes anos de ensino. Agora que o governo substitui estes exames por provas de aferição, os centros estão já a sentir a redução de interessados em explicações nesses anos. Alguns tinham mesmo programas específicos de preparação para as provas de Português e Matemática – que eram frequentadas em média por grupos de 15, 20 ou 30 alunos – e que neste ano já não se vão realizar.

Numa resposta enviada ao DN, a direção de comunicação da LeYa admitiu que a medida terá impacto, sem avançar estimativas das perdas financeiras: “O fim das provas finais de 4.º ano e de 6.º ano implica, de facto, a perda de vendas dos livros auxiliares destinados à preparação dessas provas”, admitiu, acrescentando que “este tipo de livros regista algumas vendas a partir do início do ano letivo e atinge o pico de vendas dois a três meses antes da data das respetivas provas”.

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