Estabilidade na educação

A direita, grande defensora da estabilidade, seja ela no chamado sistema financeiro ou no sistema educativo, gosta de usar um argumento clássico para contestar as mudanças que lhe desagradam e que foi hoje repetido por Marcelo Rebelo de Sousa:

Marcelo defende que o sistema de avaliação não pode mudar a cada Governo

Ora a verdade é que não ouvimos Marcelo e outros comentadores de direita criticar as mudanças nada consensuais introduzidas por Nuno Crato, nomeadamente a ressurreição dos velhos “exames da 4ª classe”, ao arrepio da pedagogia moderna, da opinião da maioria dos professores e outros especialistas em educação ou do que se faz na generalidade dos países desenvolvidos nesta matéria.

Percebe-se assim o verdadeiro argumento: só os governos de direita podem fazer mudanças estruturantes no sistema educativo. Os de esquerda devem, em nome da estabilidade, deixar estar o que está, mesmo que a sua política deva ser outra, que os maus resultados ou a inutilidade das medidas sejam evidentes, ou que os compromissos eleitorais imponham a mudança.giphy[1]

Marcelo defende o sistema de avaliação herdado de Nuno Crato com o mesmo afã com que Cavaco protege um sistema financeiro desenhado para pagar as falências, os desfalques e a má gestão dos bancos com o dinheiro dos contribuintes.

E chamam-lhe estabilidade, a ver se pega…

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