O fundo da tabela

O director da associação das escolas privadas foi mobilizado, tal como a maioria dos notáveis na área da educação, para escrever umas palavras sobre os rankings.

E propôs, honra lhe seja feita, uma abordagem diferente da habitual: em vez de olhar para as escolas do topo da tabela, prestar atenção àquelas que se encontram nos últimos lugares.

Que ninguém se interessa, que ninguém faz nada por aquelas crianças, que se desiste delas, dadas como desinteressadas ou incapazes.

Concordo que é preciso fazer alguma coisa. Nem que seja encontrar, entre os colégios associados da organização a que o senhor Queiroz e Melo preside, algum que esteja disposto a fazer o sacrifício de receber aqueles meninos. O Estado paga. Quer dizer, a gente paga.

Já que a escola pública não consegue fazer nada por eles, apostemos na superioridade do ensino privado para resolver o problema. Partindo do princípio de que o problema que existe é apenas da escola, que aqui começa e acaba e que podemos isolar o contexto educativo das crianças do económico, social, cultural e familiar em que nasceram e são criadas.

Nenhuma criança deixada para trás e nenhuma escola no fundo da tabela. Porque enquanto houver escolas no fundo da tabela há crianças que não estão a usufruir plenamente do seu direito à educação.

School survey

Eu proporia mesmo, como objectivo estratégico, um plano de melhoria para que, num futuro próximo, se conseguisse eliminar o fundo da tabela.

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