Os gestores do regime não são reconhecidos

Mas se não gerem bem as empresas, confiando no dogma neoliberal que diz que o Estado é, “por natureza”, mau gestor, para escamotear a sua incompetência, em contrapartida mostram saber gerir bem a sua própria carreira, pondo o contribuinte a pagar duplamente as suas promoções.

Dizem que é por causa das greves que a CP está de rastos, mas a verdade é que eu não vejo os trabalhadores a desfalcá-la desta forma, reveladora de que mesmo em empresas tecnicamente falidas há sempre fundo de maneio para uns favorecimentos ilícitos a gente politicamente bem escorada…

CP_Logo[1]A vice-presidente da CP Cristina Dias, que em Julho foi nomeada para a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (entidade reguladora do sector), rescindiu com a empresa na qual era quadro desde 1992 e negociou uma indemnização pela sua saída, que lhe foi concedida. O PÚBLICO apurou que o montante recebido ronda os 80 mil euros .

O que também aqui fica demonstrado é a promiscuidade entre autoridades reguladoras e empresas reguladas. A passagem directa de quadros dirigentes de umas para as outras é um sinal claro de falta de isenção e independência nas decisões, actuando uns e outros como uma casta que se favorece mutuamente em vez de defender a concorrência, a legalidade e os direitos dos cidadãos e dos consumidores.

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