Quem disse que “tínhamos” de empobrecer?

Portugal cria 10.000 novos milionários por ano

**ARCHIV**Banknoten in 50er, 100er, 200er und 500er-Scheinen liegen auf einem undatierten Foto, das von der Bundesbank in Frankfurt am Montag, 3. Dez. 2007, zur Verfuegung gestellt wurde, auf einem Haufen. Der Euro hat in Deutschland nach einer Umfrage fuer die Dresdner Bank an Popularitaet verloren. Knapp sechs Jahre nach Einfuehrung der Gemeinschaftswaehrung erklaerten nur noch 36,3 Prozent, sie faenden den Euro gut. 2004 lag die Zahl noch bei 42,6 Prozent, wie die Bank am Sonntag, 16. Dez. 2007 aus der Umfrage der Forschungsgruppe Wahlen berichtete.  (AP Photo/Bundesbank) --- Undated photo provided by the German Federal Reserve Bank in Frankfurt on Monday, Dec. 3, 2007, shows Euro bank notes in 50, 100, 200 and 500 Euro bills. (AP Photo/German Federal Reserve Bank)

Só nos últimos dois anos Portugal criou 28% dos seus milionários – indivíduos com mais de um milhão de dólares de riqueza líquida, ou seja, activos financeiros mais activos imobiliários menos dívida. Os números foram avançados ontem pelo Credit Suisse ao Diário Económico, na sequência do mais recente estudo onde o banco suíço analisa a distribuição da riqueza mundial. A criação de valor continua no entanto concentrada numa pequena parcela da população: Os 10% mais ricos são detentores de 58,3% da riqueza do país.

Existem actualmente 75.903 milionários em Portugal, mais 10.777 do que no ano anterior. E já em 2013, haviam surgido 10.395 novos milionários no país. A fortuna de mais de 90% dos milionários portugueses não vai no entanto além dos cinco milhões de dólares. Em seis casos o seu património está avaliado entre 500 milhões e mil milhões de dólares e apenas três portugueses têm mais de mil milhões de dólares de património líquido.

Para quem ainda não tinha reparado, é isto que o neoliberalismo faz: concentrar a riqueza nas mãos de uns poucos, agravando as desigualdades sociais. Os países até podem, no seu conjunto, empobrecer, e a maioria das pessoas viver com mais dificuldades do que tinha há meia dúzia de anos atrás, porque aumentaram o desemprego e os impostos sobre o consumo e o trabalho ao mesmo tempo que se reduziram os salários e as pensões. Mas a produção de ricos não parou, mesmo nos anos de crise, dando razão aos que afirmam que as crises são oportunidades.

Só falta dizer, não vá o pessoal entusiasmar-se, que por cada rico que se produz há um número incomparavelmente maior de pessoas a cair na pobreza. Esmagamento das classes médias, portanto, outra faceta inevitável do neoliberalismo.

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