O MEC a brincar às estatísticas – II

hauling_arrow_up_graph_anim_md_wm-Green-Done[1]O MEC desenvolve um complicado enredo estatístico para tentar demonstrar a utilidade da realização dos exames do 4º e 6º ano em Maio, com os inconvenientes para os alunos e as escolas que bem se conhecem.

Estive a analisar os dados, que me parecem inconclusivos:

O MEC congratula-se com o aumento da percentagem de positivas, de 18,7 para 31%. Contudo, o número total de provas feitas por estes alunos na 2ª fase desceu de 26.405 em 2014 para 15 124 este ano.

Primeira questão: com uma variação destas, que conclusões se podem tirar das percentagens de sucesso obtidas? A única coisa que podemos saber é que no ano passado foram mais alunos a exame e houve mais negativas. Este ano foram muito menos e a selecção dos melhores, ou dos “menos maus”, cumpriu o seu papel. O grau de dificuldade dos exames, também variável de ano para ano, é outro dos elementos da equação que o MEC insiste em não considerar.

Finalmente, a ministerial estatística omite o mais importante: quantos destes alunos que obtiveram positivas efectivamente passaram de ano. Porque as notas que contam não são só as de Português e Matemática, embora haja quem pareça pensar que sim.

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