Em ano eleitoral a Matemática é fixe

O exame de Matemática de 12º ano teve melhores resultados, como aliás se previa. Não porque os alunos soubessem mais este ano, mas apenas porque o MEC/IAVE decidiu fazer um teste mais fácil, no dizer de uns, mais equilibrado e adequado segundo outros.

exames0_lv[1]Quando a média das classificações internas se mantém e a média dos exames sobe de 9,2 em 2014 para 12,0 em 2015, registando assim um aumento de 30%, há uma pergunta que não pode deixar de ser feita: qual é a avaliação mais rigorosa e fiável, a interna, que é contínua e feita pelos professores que acompanharam os alunos, ou a externa que resulta das classificações obtidas nos exames e que regista de ano para ano enormes variações?

O que é que se pretende avaliar, os conhecimentos e competências dos alunos, as variações no grau de exigência dos examinadores ou as sensibilidades pedagógicas dominantes, em cada momento, junto do IAVE? Mais, o que se deve pensar de um ciclo de resultados inconsistentes e contaminados por factores externos ao processo que reserva para o ano eleitoral o aparecimento das médias mais elevadas nos exames nacionais?

A resposta a estas perguntas avalia implacavelmente, a meu ver, a política examocrata do ministro Crato e mostra bem para o que serve, no nosso país, o mito do rigor e da exigência dos exames, o único e pobre cavalo de batalha em que este MEC, em longos quatro anos de desgoverno, foi capaz de apostar.

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