Governo dos cidadãos e não dos banqueiros

Ajudar a desconstruir a barreira do pensamento único neoliberal é um verdadeiro dever cívico que faço com gosto, lendo e divulgando vozes lúcidas que como a do filósofo alemão Jürgen Hubermas sobre a crise grega, cujo recente artigo de opinião só consegui encontrar em versão castelhana.

hubermasEm síntese, Hubermas denuncia a forma nada inocente como os governantes eleitos fogem às suas responsabilidades políticas, permitindo que as instituições europeias se fundam com o FMI nas imposições feitas à Grécia, actuando como meros agentes económicos ao serviço dos interesses dos credores e rejeitando a corresponsabilidade política pelas consequências sociais da imposição do programa neoliberal de austeridade.

O filósofo relembra ainda que a Alemanha, hoje na liderança económica da Europa, deveu o arranque da sua economia no pós-guerra à generosidade das nações credoras que em 1954 lhe perdoaram metade da dívida. E acrescenta que as elites políticas da Europa não podem continuar a esconder-se dos seus eleitores nem a persistir no discurso da falta de alternativas à politicamente incompleta união monetária. São os cidadãos e não os banqueiros que devem ter a última palavra nas decisões que afectam o destino europeu.

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