O MEC contente consigo próprio

Divulgados os resultados dos exames nacionais do 4º e 6º ano e registando-se a esperada subida de médias, para a qual se trabalhou afincadamente, quer fazendo provas mais fáceis, que flexibilizando o mais possível os critérios de classificação, o MEC conclui:

No geral, ao longo dos anos de aplicação plena destas provas, os dados apontam para uma tendência positiva de adaptação do sistema, tanto às novas metas, como à introdução das provas.

Ora bem, isto nada nos diz sobre a adequação e a utilidade dos exames nacionais na avaliação de alunos de 10 ou 12 anos, mostra-nos apenas uma máquina político-burocrática que inventou dois brinquedos novos, os exames e as metas curriculares, e está satisfeita porque eles jogam bem um com o outro.

labirintoRepare-se na completa perversão quando o importante já não é que o sistema educativo se adapte às necessidades dos alunos, das famílias, da sociedade no seu todo. O importante é o sistema adaptar-se às “novas metas” e à “introdução das provas”. Ou como o ministro examocrata, rodeado pelos seus acólitos, é cada vez mais o general prisioneiro no seu labirinto.

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